O Centro de Inovação e Tecnologia Educacional de São José (Citesj) tem se consolidado como um pilar fundamental na formação de cidadãos digitalmente conscientes e responsáveis. Recentemente, alunos do 6º ano do Centro Educacional Municipal (CEM) Governador Vilson Kleinubing, localizado no bairro Forquilhas, participaram de uma imersão na Maratona Tecnológica, uma iniciativa que transcende o ensino tradicional ao abordar, de maneira prática e engajadora, temas cruciais como o comportamento adequado no ambiente digital e os impactos do descarte incorreto do lixo eletrônico. Essa abordagem pedagógica não apenas capacita os estudantes com conhecimentos técnicos, mas também fomenta um senso crítico e de responsabilidade socioambiental desde cedo, preparando-os para os desafios e oportunidades da era digital.
A dinâmica da Maratona Tecnológica é cuidadosamente estruturada para maximizar o aprendizado e a interação. Após uma etapa inicial de orientações detalhadas por parte dos profissionais do Citesj e a exibição de vídeos educativos que contextualizam os temas abordados, os estudantes são organizados em grupos. O objetivo é que, colaborativamente, eles enfrentem desafios por meio de jogos digitais e plataformas interativas. Essa metodologia, que integra teoria e prática, permite que conceitos complexos como netiqueta, consumo consciente da tecnologia e a importância do descarte correto de resíduos eletrônicos sejam assimilados de forma leve e divertida, transformando o aprendizado em uma experiência memorável.
A gamificação como ferramenta pedagógica inovadora
As atividades desenvolvidas no Citesj estão em plena consonância com as diretrizes estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente no que tange às competências relacionadas à computação e ao letramento digital. A assessora do Citesj, Matieli Lussani Marques, destacou a relevância de se aproximar dos alunos utilizando uma linguagem e formatos apropriados para suas respectivas faixas etárias. A estratégia central é a aplicação da metodologia ativa, que posiciona o estudante como protagonista do próprio aprendizado. Dentro desse modelo, a gamificação surge como um diferencial estratégico, transformando o processo educacional em uma jornada interativa, colaborativa e, acima de tudo, prazerosa. Ao engajar os alunos em desafios lúdicos, a gamificação não só estimula o trabalho em equipe e a resolução de problemas, mas também otimiza a memorização do conteúdo, tornando o conhecimento mais duradouro e significativo.
Netiqueta e o consumo consciente na era digital
Um dos pilares da Maratona Tecnológica é a abordagem da netiqueta – o conjunto de boas maneiras e normas de conduta social que devem ser observadas no ambiente digital. Para os jovens, compreender a netiqueta vai além da simples educação, é fundamental para prevenir o cyberbullying, garantir a privacidade online e promover uma comunicação respeitosa e construtiva. A atividade também se aprofunda no conceito de consumo consciente da tecnologia. Isso implica em refletir sobre a necessidade real de novos aparelhos, o tempo dedicado às telas, a verificação da veracidade das informações na internet e, crucialmente, o impacto ambiental e social de cada dispositivo ao longo de seu ciclo de vida. Promover essa consciência é educar para um futuro onde a tecnologia seja uma aliada do desenvolvimento sustentável e do bem-estar individual e coletivo.
O impacto ambiental do lixo eletrônico e a responsabilidade coletiva
A importância do descarte correto de resíduos eletrônicos foi um dos pontos altos do aprendizado, conforme compartilhado por um grupo de alunos. Eles alertaram sobre os perigos de descartar equipamentos eletrônicos no lixo comum, explicando que esses materiais contêm metais pesados, como chumbo, cádmio e mercúrio, que podem infiltrar-se no solo e na água, contaminando o meio ambiente e comprometendo a saúde humana e animal. Essa contaminação pode levar a problemas sérios de saúde, além de impactar ecossistemas aquáticos e terrestres. A orientação clara é buscar pontos de coleta adequados, como ecopontos ou programas de logística reversa de fabricantes, garantindo que esses materiais sejam reciclados ou processados de forma segura. Essa etapa é vital para minimizar a pegada ecológica da tecnologia e promover uma economia circular.
As lições da Maratona Tecnológica reverberaram diretamente na experiência dos estudantes. Kailon Alcântara, de 11 anos, expressou como a vivência no Citesj lhe proporcionou dicas práticas sobre comportamento. “Aprendi muita coisa sobre ter educação com as pessoas e na vida”, afirmou o jovem, demonstrando que o programa vai além da técnica, cultivando habilidades socioemocionais essenciais para a convivência tanto no mundo online quanto offline.
Para o professor de Geografia do CEM Vilson Kleinubing, Márcio José de Souza, a atividade representa um valioso complemento ao currículo escolar. Ele ressaltou que as discussões e práticas do Citesj estabelecem um diálogo direto com os conteúdos já explorados em sala de aula, permitindo aprofundar temas como o descarte de resíduos urbanos e seus impactos geográficos e sociais. A utilização de recursos tecnológicos, nesse contexto, não só facilita a compreensão de questões complexas sobre o lixo nas cidades, mas também aproxima os alunos de uma realidade com a qual já possuem familiaridade, tornando o aprendizado mais relevante e contextualizado.
A trajetória de aprendizado no Citesj: do letramento à inteligência artificial
O Citesj adota um planejamento curricular progressivo, organizado meticulosamente por faixa etária, visando acompanhar a evolução dos estudantes ao longo de toda a sua jornada escolar. A diretora administrativa do Citesj, Luciana Schmitz, explicou que a proposta se inicia com o letramento digital nos anos iniciais, expandindo-se gradualmente para tópicos mais avançados à medida que os alunos progridem. O currículo inclui desde noções básicas de informática até discussões aprofundadas sobre inteligência artificial, privacidade de dados e o desenvolvimento de projetos tecnológicos. O objetivo primordial é incentivar o uso crítico e criativo da tecnologia, capacitando os estudantes não apenas a consumir conteúdo digital, mas a produzi-lo e a inovar.
Um exemplo notável dessa abordagem progressiva ocorreu na manhã de segunda-feira (30), quando os alunos do 8º ano do CEM Flávia Scarpelli Leite mergulharam em noções de programação. Eles tiveram a oportunidade de criar seus próprios ambientes virtuais em uma plataforma digital, explorando posteriormente esses projetos inovadores com o uso de óculos de realidade virtual. Conforme Matieli Lussani Marques, assessora do Citesj, a meta é que os estudantes compreendam que eles possuem o potencial não apenas de utilizar a tecnologia como ferramenta, mas também de concebê-la e desenvolvê-la, tornando-se agentes ativos na construção do futuro digital.
Citesj: um polo de inovação para a educação de São José
Localizado estrategicamente no bairro Bela Vista, o Citesj se firmou como um centro de excelência, atendendo alunos e educadores de toda a rede municipal de ensino de São José. Desde sua inauguração em 2023, o centro já realizou mais de 16 mil atendimentos, um testemunho do seu impacto significativo e da sua crescente relevância para a comunidade educacional. Esse volume expressivo demonstra a demanda por educação tecnológica de qualidade e o sucesso da iniciativa da Prefeitura Municipal de São José em prover um ambiente inovador para seus estudantes.
O Citesj é um espaço multifuncional e equipado com o que há de mais moderno em tecnologia educacional. Suas instalações incluem salas multidisciplinares adaptáveis a diversas atividades, uma área de convivência que estimula a troca de experiências e um arsenal de equipamentos de ponta. Entre eles, destacam-se óculos de realidade virtual para experiências imersivas, impressoras 3D para prototipagem e experimentação, kits de robótica para o desenvolvimento do pensamento computacional, uma cortadora a laser para projetos de design e fabricação digital, e Chromebooks para acesso a recursos digitais. Essa infraestrutura robusta permite que o Citesj ofereça um ambiente de aprendizado dinâmico e enriquecedor, preparando os alunos para os desafios do século XXI.
Escolas e educadores da rede municipal de São José interessados em integrar seus alunos às atividades transformadoras do Citesj são convidados a entrar em contato. Para mais informações, o Citesj disponibiliza o telefone (48) 3381-7403, o e-mail citesj@edu.pmsj.sc.gov.br ou atendimento presencial na Rua Bento Águido Vieira, 1463, no bairro Bela Vista. Convidamos você a explorar mais sobre as iniciativas que moldam o futuro da educação em nossa cidade, navegando por outros artigos e novidades aqui no São José 100 Limites. Sua próxima descoberta está a apenas um clique de distância!
Fonte: https://saojose.sc.gov.br