Coral do Cati leva música e integração para a Apae de Laguna na sexta-feira (7) – Prefeitura...
Coral do Cati leva música e integração para a Apae de Laguna na sexta-feira (7) – Prefeitura...

Em um gesto que transcende a mera apresentação musical, o Coral Municipal do Centro de Atenção à Terceira Idade (Cati), uma iniciativa da Prefeitura de São José, prepara-se para uma emocionante jornada à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Laguna. Nesta sexta-feira, dia 7 de junho, o grupo de idosos embarcará logo cedo, às 7h30, para levar alegria, harmonia e um repertório cuidadosamente selecionado aos assistidos da instituição, reforçando o poder transformador da música e da integração social.

Este evento não é apenas mais um item na concorrida agenda do coral; é a materialização de um compromisso contínuo com a valorização da pessoa idosa e a promoção da inclusão. A visita à Apae de Laguna simboliza a capacidade da arte de construir pontes, conectar gerações e oferecer momentos de pura emoção e bem-estar, tanto para quem canta quanto para quem ouve. A expectativa é que a melodia e a energia contagiante dos coralistas gerem um impacto positivo duradouro, criando memórias afetivas e fortalecendo laços comunitários entre São José e Laguna.

A Ascensão do Coral do Cati: De Oito a 89 Canções

Desde sua fundação, o Coral do Cati tem sido um farol de criatividade e dedicação. Sob a batuta experiente do maestro e professor de canto Vanderlei Nunes de Andrade, que lidera o grupo desde 2015, o coral experimentou uma notável evolução. O que começou com um repertório modesto de oito músicas, hoje se expande para impressionantes 89 canções, abrangendo diversos gêneros e estilos. Essa amplitude musical não só desafia e estimula os 32 idosos que compõem o grupo, mas também garante que cada apresentação seja uma experiência única e envolvente para o público.

A metodologia do maestro Vanderlei foca em técnicas vocais adaptadas à terceira idade, promovendo não apenas aprimoramento artístico, mas também benefícios para a saúde vocal e respiratória dos participantes. Os ensaios semanais, que ocorrem às terças-feiras, das 13h30 às 15h30, são momentos de aprendizado, camaradagem e preparação meticulosa. Interessados em integrar o grupo precisam frequentar as aulas gratuitas de canto no Cati por um período mínimo de cinco meses, passando por uma avaliação técnica que assegura o comprometimento e o alinhamento com a proposta do coral.

A Música como Elixir da Alma e Conectora de Histórias

O maestro Vanderlei Nunes de Andrade sintetiza a essência do coral: “O objetivo é levar alegria por meio da música. Temos um repertório variado e procuramos incluir canções que despertam lembranças e emoções nas pessoas. A música cria uma conexão muito especial com quem nos recebe”. Essa filosofia permeia cada nota cantada, buscando tocar corações e mentes, especialmente em ambientes como a Apae, onde a comunicação e a expressão podem se manifestar de formas distintas. A música, com sua linguagem universal, tem o poder de transcender barreiras, evocando memórias, sentimentos e promovendo um senso de união e empatia.

Estudos comprovam que a prática musical regular, especialmente o canto, atua como um poderoso estímulo cognitivo. Ela aprimora a memória, a concentração, a coordenação motora e até mesmo a plasticidade cerebral. Para a terceira idade, isso se traduz em uma ferramenta valiosa na manutenção da autonomia e na prevenção de doenças neurodegenerativas. Além disso, a vivência em grupo, a disciplina dos ensaios e a emoção das apresentações contribuem para a saúde mental e emocional dos coralistas, combatendo o isolamento e promovendo um envelhecimento ativo e digno.

Qualidade de Vida e Socialização: Os Pilares do Coral

A diretora do Cati, Ana Lúcia Domingues Lopes, ressalta os múltiplos benefícios que o coral oferece aos seus membros. “O canto trabalha aspectos cognitivos, fortalece a memória e promove a socialização. Eles se sentem valorizados e têm a oportunidade de representar São José em outras cidades”, pontua. Essa valorização é um fator crucial para a autoestima dos idosos, que encontram no coral um novo propósito e uma plataforma para expressar seus talentos.

Os depoimentos dos próprios coralistas são a prova viva desse impacto transformador. Rosa Herling, de 72 anos, que participa do grupo há cerca de oito anos, descreve a experiência como a alma de sua existência. “Estar no coral é tudo para mim. Cantar e estar com os amigos é a minha alma. Nas viagens, a gente vai cantando, volta cantando e é sempre uma alegria”, relata, evidenciando o profundo laço afetivo e o prazer que o canto lhe proporciona. A sensação de pertencimento e a construção de novas amizades são elementos fundamentais que combatem a solidão e promovem um ambiente de apoio mútuo.

Sonhos Realizados e Conexões Afetivas Através da Música

A viagem a Laguna é particularmente significativa para alguns membros. Elza Cardoso Flores, de 74 anos, integrante do grupo há três, fará sua primeira visita à cidade. “Vou realizar dois sonhos ao mesmo tempo: conhecer Laguna e cantar lá”, detalha, revelando a emoção de unir o prazer de viajar com a paixão pela música. Essa oportunidade de explorar novos lugares e compartilhar sua arte é um incentivo poderoso para os idosos, expandindo seus horizontes e proporcionando experiências memoráveis.

Para João Augusto do Nascimento, de 70 anos, membro do coral há quase uma década, a apresentação em Laguna tem um sabor especial: é a sua segunda vez cantando na cidade onde nasceu. “Sou natural de Laguna e tenho muito orgulho de onde vim. Adoro música e acho essa integração fundamental. É uma alegria voltar lá para levar um pouco do nosso carinho para o pessoal da Apae”, ressalta. Seu depoimento destaca a importância da reconexão com as raízes e o valor do intercâmbio cultural e humano que a iniciativa do Cati possibilita.

Namir Barbosa Cunha, de 81 anos, que integra o grupo desde 2015, reforça a dimensão terapêutica da música. “Isso aqui é uma terapia para mim. O coral me faz muito bem e estar com esse grupo é uma alegria”, conta. Sua fala espelha o sentimento de muitos idosos que encontram no canto uma válvula de escape para o estresse, uma forma de exercitar a mente e o corpo, e um meio de expressar emoções, promovendo um bem-estar integral.

O Apoio Fundamental da Prefeitura de São José

A continuidade e o sucesso do Coral do Cati são intrinsecamente ligados ao apoio irrestrito da Prefeitura de São José. O poder público municipal não apenas garante a infraestrutura necessária para os ensaios nas instalações do Cati, mas também assegura a presença do maestro e a gratuidade das aulas de canto, um investimento direto na cultura e no bem-estar da terceira idade. Além disso, a Prefeitura disponibiliza o transporte para as apresentações externas, removendo um obstáculo significativo para os idosos e permitindo que o grupo leve sua arte e a representação de São José a outras cidades e instituições.

Este suporte estratégico reflete uma política pública voltada para o envelhecimento ativo e a promoção da cidadania. Ao facilitar a participação dos idosos em atividades culturais e sociais, a administração municipal contribui para a qualidade de vida, a inclusão e o reconhecimento do valor da experiência e do talento da terceira idade. É um modelo de como o investimento em arte e cultura pode gerar retornos sociais e humanos incomensuráveis, fortalecendo a comunidade e enriquecendo o tecido social do município.

Um Cronograma de Impacto Social: Próximas Apresentações

A apresentação na Apae de Laguna é apenas uma das muitas iniciativas do Coral do Cati que visam impactar positivamente a comunidade. O grupo mantém uma agenda ativa de participações em eventos e espaços de convivência, levando sua mensagem de alegria e integração. Além da visita a Laguna, outras três apresentações já estão programadas, reforçando o compromisso do coral com a responsabilidade social e o alcance de públicos específicos.

Os próximos destinos incluem a Orionópolis Catarinense, em São José, no dia 25 de setembro; o Lar São Francisco, em Florianópolis, em 23 de outubro; e a Divina Rosa Geriatria, em São Pedro de Alcântara, no dia 13 de novembro. Cada uma dessas instituições representa um público que se beneficia profundamente da música e do contato humano, como idosos em situação de acolhimento e pessoas com necessidades especiais. Através dessas apresentações, o Coral do Cati não apenas compartilha seu talento, mas também leva conforto, carinho e um lembrete do poder da comunidade e da solidariedade.

O Coral do Cati é mais do que um grupo musical; é um símbolo de vitalidade, propósito e união. Sua jornada à Apae de Laguna e suas futuras apresentações são testemunhos do impacto duradouro que a música, a dedicação e o apoio comunitário podem ter na vida de muitas pessoas, celebrando a arte e a humanidade em cada acorde. A iniciativa da Prefeitura de São José, ao fomentar este projeto, demonstra um profundo entendimento da importância de políticas que valorizam a cultura e o bem-estar de todas as gerações.

A história do Coral do Cati é um convite à reflexão sobre como a arte pode ser uma ferramenta poderosa de inclusão e transformação. Ao acompanhar suas melodias, somos lembrados do valor do envelhecimento ativo, da força da comunidade e do impacto positivo que a música pode ter em nossas vidas. Para ficar por dentro de mais histórias inspiradoras, notícias de São José e região, e projetos que fazem a diferença, continue navegando pelo São José 100 Limites, onde a informação completa e aprofundada está sempre ao seu alcance. Junte-se a nós nesta jornada de descobertas e valorização local!

Fonte: https://saojose.sc.gov.br

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