O Centro Educacional Municipal (CEM) Santa Terezinha, no bairro Forquilhas, em São José, está redefinindo o aprendizado ao expandir o trabalho com robótica. A iniciativa convida os estudantes a montar e programar projetos como carrinhos, robôs e miniaturas de rodas-gigantes, integrando tecnologia, criatividade e conhecimentos multidisciplinares. Essa abordagem visa preparar os jovens para os desafios do século XXI com uma educação dinâmica e engajadora, transformando a sala de aula em um laboratório de inovação e descobertas.
Impulso Tecnológico: A Parceria Estratégica com o Citesj na Robótica Educacional
A evolução da robótica no CEM Santa Terezinha ganhou um novo fôlego com a visita de especialistas do Centro de Inovação e Tecnologia Educacional de São José (Citesj). Essencial para a modernização do ensino na cidade, o Citesj atua no desenvolvimento de programas e na capacitação de educadores, garantindo que as tecnologias sejam implementadas e otimizadas nas escolas municipais. Sua atuação foi crucial para assegurar que os recursos tecnológicos existentes fossem plenamente explorados, potencializando o impacto da robótica no currículo escolar.
Durante a consultoria técnica e pedagógica, a equipe do Citesj orientou os professores sobre as vastas possibilidades do kit de robótica Atto Educacional, já disponível na unidade. Esta plataforma versátil permite a montagem de inúmeros projetos, explorando conceitos de mecânica, eletrônica e programação de forma lúdica e prática. A intervenção especializada do Citesj foi decisiva para maximizar o potencial do equipamento, permitindo que a escola avançasse das montagens básicas para etapas mais complexas de automação e interação, enriquecendo significativamente o processo de aprendizagem dos alunos.
Programação Descomplicada: O Coração da Automação na Sala de Aula
Um ponto crucial da colaboração com o Citesj foi o aprofundamento na programação da placa AttoBox, que funciona como o centro de controle e o cérebro dos projetos de robótica. Esta placa é responsável por dar vida às criações dos alunos, controlando e automatizando os modelos construídos com movimentos, luzes e outras funções. A programação, que poderia ser um obstáculo devido à sua aparente complexidade, foi significativamente simplificada pela expertise dos profissionais do Citesj.
“A equipe do Citesj estudou uma alternativa para facilitar essa programação, possibilitando que os objetos desenvolvidos pelos alunos ganhem movimento, luz e outras funções”, explicou Luciana Schmitz, diretora administrativa do Citesj. Essa simplificação democratiza o acesso à programação, tornando-a acessível a todos os estudantes, independentemente de conhecimentos prévios em computação. Ao facilitar a automação, a escola concentra-se na criatividade e no desenvolvimento do raciocínio lógico, permitindo que os alunos vejam suas ideias ganharem vida com interações concretas, transformando conceitos abstratos em resultados tangíveis e estimulantes.
Aprendizado Pela Experiência: Metodologia Ativa e Desenvolvimento de Habilidades Essenciais
Para o professor de Informática Anderson Leopoldo, a iniciativa concretiza um projeto pedagógico visionário, concebido no final de 2023, centrado no valor do “aprendizado pela experiência”. Esta metodologia posiciona o aluno como protagonista, incentivando a interação prática e significativa com o conteúdo, indo além da mera assimilação de informações. O processo de aprendizagem da robótica é cuidadosamente estruturado em fases, garantindo uma progressão didática.
Inicialmente, os estudantes exploram as peças do kit e suas funções, construindo objetos a partir de modelos e orientações predefinidas. Esta etapa fundamental estabelece a base para o desenvolvimento de habilidades de montagem, compreensão de instruções e familiarização com os componentes. Em seguida, a criatividade é o foco, com os alunos sendo encorajados a criar seus próprios projetos, transformando ideias originais em realidade. Esse processo é cuidadosamente adaptado à idade, etapa de ensino e ritmo de aprendizagem de cada criança, garantindo um desenvolvimento personalizado e respeitoso das individualidades.
“Primeiro, os estudantes conhecem as peças, descobrem as possibilidades e constroem objetos a partir dos modelos e orientações disponíveis. Depois, criam os próprios projetos, respeitando a idade, a etapa de ensino e o ritmo de aprendizagem de cada criança”, detalhou Anderson. Essa abordagem nutre autonomia, pensamento crítico e a capacidade de resolver problemas de forma inovadora, fundamentais para a formação integral do indivíduo no cenário contemporâneo.
Alinhamento Curricular e Projetos Futuros: Da BNCC à Minicidade Interativa
O trabalho com robótica no CEM Santa Terezinha alinha-se diretamente com as habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Computação, que enfatiza o desenvolvimento do pensamento computacional, da cultura digital e da capacidade de resolver problemas de maneira lógica e criativa. A robótica, com suas atividades “plugadas” (com dispositivos eletrônicos) e “desplugadas” (sem eles), oferece um ambiente rico para desenvolver essas competências, sendo trabalhada de forma interdisciplinar, conectando Informática e Matemática a conceitos de programação e algoritmos. “Os estudantes são convidados a pensar, testar, errar, modificar e tentar novamente até encontrar soluções para os desafios propostos”, ponderou o professor Anderson. Esse ciclo iterativo é essencial para o desenvolvimento do pensamento computacional e da resiliência.
Com a programação avançada da placa AttoBox, a automação de projetos em sala de aula é uma realidade expandida. Entre as próximas atividades previstas, destaca-se a criação de um poste com LED, introduzindo conceitos de eletrônica básica e automação de iluminação. A proposta é avançar para projetos mais complexos, como uma minicidade formada por diversos objetos automatizados e interligados. Este projeto ambicioso estimula o pensamento sistêmico e a colaboração, consolidando o aprendizado técnico e cultivando persistência, trabalho em equipe e a capacidade de transformar desafios em oportunidades, habilidades essenciais para o futuro, conforme a visão da diretora adjunta Vanessa de Carvalho Pereira e do diretor Leonardo Fleig.
A diretora adjunta Vanessa de Carvalho Pereira foi uma das grandes impulsionadoras da iniciativa, enxergando na robótica um caminho para enriquecer a experiência educacional. “Quando pensamos em desenvolver a robótica na escola, buscamos criar novas possibilidades para que os estudantes possam aprender de forma prática e criativa”, destacou Vanessa. Complementando, o diretor Leonardo Fleig ressaltou: “A robótica estimula a criatividade, a autonomia e a capacidade de buscar soluções, além de aproximar diferentes áreas do conhecimento”, evidenciando o impacto pedagógico abrangente do projeto.
A iniciativa de robótica do CEM Santa Terezinha é um modelo de como a educação em São José se moderniza, oferecendo aos estudantes uma formação integral e alinhada às demandas contemporâneas. Ao investir em tecnologia e metodologias ativas, a escola empodera seus alunos a se tornarem construtores de soluções e protagonistas do seu próprio aprendizado. Mantenha-se informado sobre outros projetos inovadores que transformam a vida em São José. Navegue em São José 100 Limites para explorar mais conteúdos que celebram o progresso e o potencial de nossa comunidade!
Fonte: https://saojose.sc.gov.br